A DOR QUE MACHUCA É A DOR QUE ENSINA.

POR MAIS QUE CHORES E SOFRAS SEMPRE HAVERÁ UMA SAÍDA.

O TEMPO MUDA AS PESSOAS, MAS AS PESSOAS MUDAM COM O TEMPO.


ELMAR - O CONSELHEIRO CERTO PARA AS HORAS INCERTAS.


15/08/2015

A SOLIDÃO É QUE TE FAZ TER MEDO DO AMOR



As condições atuais de vida que fazem com que os bebês, desde cedo, sintam-se rejeitados e abandonados vão intensificando o número de pessoas que sofrem de solidão. Os bebês e as crianças pequenas têm poucos recursos mentais para entender o afastamento, a ausência, a indisposição e mesmo a inabilidade dos pais para amá-la. A criança quer e espera sempre ser amada. Por isso a criança facilmente pode se sentir rejeitada.

A criança que cresce traumatizada ou acumulando muito sentimento de rejeição ou medo de abandono, descobre que pode ser rejeitada sempre que procura amor. Essa criança pode ir estruturando uma crença limitante que vai nortear sua vida: “Eu não sou digna de ser amada” ou “eu não sou digna de amor”. Isso resulta de uma visão errada do valor do nosso próprio eu, que dificulta o desenvolvimento da autoestima.

Solidão é um estado mental de isolamento, de sentir-se separado dos outros, que nos faz sentir rejeitados e, a partir dai, com sentimentos inconscientes de culpa, hostilidade e insegurança que bloqueiam nossa comunicação com os outros. Os solitários costumam adotar um comportamento rude diante das pessoas, como defesa contra traumas, sofrimentos e rejeições do passado, o que os afasta dos outros, isolam-se do mundo e denunciam seu medo de amor, interpretam qualquer reação dos outros como sinal de falta de amor, como faziam com seus pais na infância.

Muitas memórias infantis gravadas nessa perspectiva do medo são facilmente evocadas em situações semelhantes, instalando a crença do “não sou amado” e a angústia da solidão aparece com os seus sintomas característicos: dores no peito, fraqueza, posturas encurvadas, olhar triste. O medo de amar é a causa fundamental da nossa solidão, de nossa separação uns dos outros. Esse é um medo difícil de perceber, porque é acompanhado pelo medo de magoar e ser magoado, de compreender mal e ser mal compreendido, de criticar e ser criticado. Mas pode ser percebido no comportamento de fuga, ciúme, competição.

Na infância , a solidão básica da criança que, facilmente sente-se rejeitada e, portanto, só: na adolescência são naturais períodos de solidão, quando há tantas modificações biológicas e psicológicas; na velhice, quando já não se tem um grupo familiar para conviver; a mulher e o homem separados que passam a viver sozinhos, com sentimento de culpa, perda e frustração: pessoas que mudam de cidade e tem que fazer novos vínculos e conviver com novos costumes;
que sofrem de enfermidades e que não podem se comunicar com os outros; solidão de fins de semana das pessoas que só tem vínculos com colegas de trabalho; solidão psicológica de marido e mulher; pais e filhos que vivem na mesma casa, mas que não se comunicam e são agressivos uns com os outros; solidão em companhia de uma pessoa mais jovem que vive com uma mais velha e tem interesses e necessidades diferentes; solidão mental de pessoas que se isolam mesmo numa festa; solidão dos internautas que tem uma relação virtual com o mundo, porém com um vínculo que na realidade não existe, pois quando a máquina é desligada sofrem de profunda solidão.

O que dissolve a solidão e o medo do amor é o nosso estado mental de disponibilidade, nossa atitude receptiva em relação aos outros, nosso desejo de dar mais do que receber. Antes que os outros se interessem por nós, temos que nos interessar por eles. Se amarmos primeiro, apesar do nosso medo, seremos amados também e poderemos conquistar as amizades que desejamos. É preciso escolher primeiro, tomar iniciativas, agir antes que o outro e exteriorizar os nossos sentimentos, mesmo que isso seja extremamente difícil na primeira vez. É amando e valorizando que se recebe reconhecimento e afeto. Amar é a cura para a solidão.

É necessário que a solidão seja canalizada construtivamente para habilidades e novos interesses que apaixonam.
Então teremos um motivo para lutar, metas a alcançar, Poderemos dispor, desta forma, dos nossos recursos mais secretos, a força interior mais poderosa para sermos felizes: termos esperança e entusiasmo.
Assim me parece o caminho certo para vencermos o medo do amor


   ELMAR